11 maneiras de como fazer café em casa, parte 1

Estamos vivendo um momento na cultura do consumo de café que é chamado deA terceira onda do café” e ela diz respeito às diversas maneiras de fazer o café, o cuidado desde a origem, plantio, torra e preparo da bebida “perfeita” e para isso vamos listar nesse artigo a maior quantidade possível e as características de cada método de preparo destes cafés.

Para iniciar vamos comentar sobre o mais brasileiro dos métodos de preparar o elixir amado, o velho e bom café coado. Existem algumas orientações gerais para preparar um bom café da terceira onda, temos um artigo que fala sobre isso.

No artigo 5 dicas para preparar um bom café citamos detalhes que não podem faltar ao fazer um bom café, Água filtrada fervida e resfriada/oxigenada para alcançar de 92 a 96 graus celsius, pó de qualidade e moagem correta e recente, torra que mantenha preservados aromas, doçura, acidez e óleos ou características que mais te agradem num bom café e para o preparo do método, a pré-infusão faz uma grande diferença na bebida pronta pelo fato do café ser um hidrossolúvel.

 

1. Coador de pano da vovó

Feito em um filtro de pano é o mais tradicional e que lembra a casa da vovó, onde as primeiras e melhores experiências nos remete as lembranças da infância, uma mesa e às vezes com um bolo ou um pão caseiro, resgata a memória gustativa e talvez por isso temos a sensação de ser o melhor de todos.

Um velho coador de pano tem seu lugar na cozinha de quem ama cafés, com ele começa nossa valorização por esse elixir, mas pra ter aquele gostinho mais intenso o coador precisa ter um certo tempo de uso, quando está novo ele absorve muito dos óleos essenciais, sabores e açúcares do pó. Então quanto mais velho melhor? Sim, eu aconselho que ele seja trocado a cada três meses de uso.

As características percebidas nesse café é que ele fica mais amargo e sem os óleos característicos de uma bebida limpa, o aroma é maior que o sabor da bebida, talvez por isso tão amado e tão adoçado com adição de açúcar pelos brasileiros, a granulometria usada tem sido bem fina devido ao uso popular do café moído adquirido em supermercados o que ao fazer a extração da bebida realça sabores amargos devido a demora com que a água passa pelo café, as melhores bebidas prontas conseguimos com moagem de fina a média. Nesse café aconselhamos 8% na proporção pó/água.

 

2. Aeropress

Usando a lei da gravidade associada com a pressão a nosso favor, esse brinquedo, ops! Brinquedo não, nesse equipamento que tem se destacado pela qualidade do café que extrai, conseguimos obter quase todas as qualidades que obtemos num espresso.

Foi criado pela Aerobie, uma indústria americana que ficou famosa no início dos anos 80 pela invenção de brinquedos que desafiavam a física, bumerangues plásticos e afins, você lembra do frisbee? Então foi Alan Adler que tornou esse brinquedo um negócio milionário nos anos 80 e hoje é conhecido pela sua Aeropress, minha preferida máquina de café. Acompanhe nosso passo-a-passo deste método de preparo de café.

3. Cafeteira italiana (Moka)

Conhecida também como Moka ela foi criada na década de 30 por Bialetti, muito popular como método filtrado nas residências italianas tem tomado um espaço nas casas brasileiras, o resultado é um café intenso se usado com pó de café muito fino aponta para uma bebida forte e bem encorpada.

A água vai no compartimento inferior até a válvula de segurança, na parte do meio temos um filtro e nele depositamos o café que deve ser usado com moagem mais grossa sem pressionar, ao colocar no fogo despeje um pouco de água no recipiente superior para evitar que o primeiro café que passar queime no alumínio, observe com a tampa aberta para acompanhar o tempo de extração, eu gosto de colocar em fogo médio. Tire do fogo quando, pois ele vai continuar a extração devido a evaporação e coloque em uma xícara de preferencia pré-aquecida

 

4. Prensa francesa (french press)

Método mundialmente conhecido por nos oferecer uma bebida mais encorpada, devido ao seu filtro de aço que não retém óleos e aromas, devemos utilizar uma moagem levemente mais grossa, sua forma de extrair o café é mais longa e por infusão, onde a água aquecida a uma temperatura de até 96 graus célsius é derramada sobre o pó que deve ser colocado no recipiente, a proporção de pó/água deve ser algo entre 6% ou seja 36g para 600ml de água.

 

5. Coador Melitta

Quem nunca tomou caƒé feito com filtro Melitta? Desde 1908 já tinha gente cansada de tomar café ruim, a dona Melitta Bentz resolveu que tinha que mudar a forma de passar café, ela não gostava do coador de pano, vai ver que naquela época já faziam a piadinha de que o pano era feito de meia, a velhinha foi lá e furou uma caneca de alumínio colocou um papel de mata borrão que tinha uma fibra grossa e estava criado o filtro de papel, montou uma “lujinha” de 8m2 e iniciou seu próspero negócio de vender filtros descartáveis com um suporte de alumínio.

O preparo segue as dicas de escaldar o filtro para reduzir o aroma e gosto de papel, colocar a proporção de 1 pra 10 (75g de pó para 750g de água) fazer a pré infusão acrescentando água por 30 segundos sobre o pó para liberação dos óleos, aromas, doçura e acidez e na sequencia acrescentar suavemente a água controlando a velocidade para que não ultrapasse 3 minutos, quanto mais fino o pó utilizado maio o amargor percebido nesse método.

  

6. Hario v60

O design do interior em espiral culmina com um grande furo na parte inferior do suporte cônico deste método de filtragem fazendo com que a água flua mais constante e rapidamente ao passar pelo pó, oferecendo uma bebida limpa e doce e com acidez cítrica acentuada, existem dois filtros de papel comercializados para este suporte, um branqueado e outro natural que oferece uma bebida ainda mais saborosa, invenção da indústria japonesa Hario, para 300g de água aconselho usar 30g de café moído médio-fino, tempo médio de 3 minutos para filtragem. Conheça mais esse método clicando neste link.

 

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